em seu livro, juntamente com Félix Guattari exercem suas potencializações acerca dessa emblemática pergunta que, estritamente no campo filosófico, paradoxalmente é uma pergunta sem resposta.
Eles vão dizer que na Grécia não havia a filosofia, mas haviam filósofos. Filósofos e sofistas a disputar, rivalizar o conceito de amizade. Mas não havia, repito, diz eles, a filosofia. Eles vão dizer que o que havia na Grécia, vindo do oriente era o saber. Sabedoria que vinha com os sábios, os estrangeiros. Esses sábios possuíam um certo tipo de saber transcendente: uma transcendência pura, fora da imanência. Mas eles não se aprofundam nesse tema tão importante para se entender a questão aqui. Aprofundemos então: esse saber oriental era o conhecimento da espiritualidade. Por meio da meditação, ou da projeção astral, esses homens estrangeiros entravam em contato com a eternidade espiritual e, ali onde o passado, o presente e o futuro seriam coexistentes, adquiriam todo o saber profético que se transformava em conhecimento, ou verdade absoluta. Mas os filósofos gregos já teriam feito suas escolhas: a passagem do mito ao logos. Como não possuíam aquele recurso projetivo/energético dos sábios orientais, ou seja, como não possuíam a pura transcendência, ainda sim eles quiseram tal saber. Os filósofos então se tornam esse amigo do saber, este que não o possui mas que vão de encontro. Ir de encontro implica dizer que os filósofos só possuíam o recurso da imanência (Linguagem). Platão será então encarregado de produzir uma transcendência na imanência, que aqui justifica trazer para o logos imanente a transcendência oriental.
A filosofia então nasce de um viés de transcendência, mas a transcendência a partir do da semiótica sensível. É ainda em Platão um sensível oco, limitado pela razão que, na imanência, faz a vez da Consciência pura dos espiritualistas. Platão ainda teria muito de hermético por conta da sua teoria das ideias, uma vez que as ideias em Platão estão não no corpo físico, mas no corpo espiritual, na alma projetiva. Mas em um próximo encontro aqui, falaremos do esquartejado sensível em Platão. Isso porque, no pensamento filosófico, a imanência irá se fragmentar a um espiritual físico, ou melhor dizendo como Deleuze em outra obra, Lógica do Sentido um devir- louco.
Resumindo, a filosofia nasce como tentativa de se transcender ao mundo da eternidade sem limites por meio do logos, por meio da psicologia do significante significado. Em Platão, ainda em dialética, égide da moral, diálogos. Em Deleuze e Guattari, devir.
Até breve!
Quero comentários.
Sem comentários:
Enviar um comentário